Minha identidade de trabalho e pesquisa baseia-se na premissa de que o movimento e a dor compartilham o mesmo sistema de controle: o sistema nervoso. A lesão neurológica não se restringe à perda motora; ela é uma condição dinâmica que, ao longo do tempo, reconfigura o corpo através de mal-adaptações biomecânicas e neurológicas, culminando frequentemente em dor crônica secundária — como o ombro doloroso no AVC ou desgastes articulares severos. Da mesma forma, a dor crônica — seja na neurologia, no paciente idoso ou nas condições ortopédicas de longa data — deforma a percepção corporal e bloqueia a reabilitação. Minha atuação e investigação científica dedicam-se a romper este ciclo. Utilizo a ativação neurocognitiva e a reabilitação avançada para tratar a dor e a perda funcional não como sintomas isolados, mas como manifestações integradas de um sistema nervoso que precisa ser reorganizado.